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Consultoria Estratégica & Outsourcing

CEO Grupo Consultoria

fevereiro 23, 2015

6 dicas para um fazer um Planejamento Estratégico – Minha empresa precisa?

Você pode ter se perguntado muitas vezes o que é um Planejamento Estratégico. Pode também ter se perguntado se a sua empresa realmente precisa de um PE, ou talvez, já saiba o que é e talvez já saiba que precisa, mas sua equipe pode não estar preparada para começar um PE. Se algumas dessas perguntas ou respostas te perseguem, você não pode perder essa super dica.

O Planejamento Estratégico é uma ferramenta de plano de Gestão, que planeja o futuro de sua empresa, aprendendo a observar a conjuntura onde sua empresa está inserida e os possíveis cenários que virão, e traçar planos para vencer os obstáculos e fortalecer a empresa como um todo através de seis princípios básicos:

  1. Análise OT – Observa todo cenário futuro, externo à sua empresa (governo, taxas, inflação, concorrência, tecnologia, etc.) que possam interferir na sua empresa, mesmo que você nada possa fazer pra impedir, mas que podem servir de oportunidades ou ameaças, atuais ou futuras;

    Fonte: tnooz.com

    Fonte: tnooz.com

  2. Análise do poder de Barganha – Baseado no processo conhecido pelas 5 forças de Porter (Michael Porter), que compara sua empresa com o poder de barganha dos FORNECEDORES, CLIENTES, NOVOS ENTRANTES, PRODUTOS SUBSTITUTOS, E RIVALIDADE ENTRE INDUSTRIAS, e como isso afeta o seu negócio;

    Fonte: blog.mbasecasmp.com

    Fonte: blog.mbasecasmp.com

  3. Fatores Críticos de Sucesso – FCS: Quais fatores, se afetados, abalam a estrutura de sua empresa? Ao avaliar cada fator, sua empresa começa a se preparar para o mercado competitivo;

    Fonte: dextera.com.br

    Fonte: dextera.com.br

  4. Análise SWOT (FOFA): Chegou a hora de entender de fato como está sua empresa. Ela tem algo de muito bom? (FORÇAS); e o que pode fazer de melhor? (OPORTUNIDADES); O que está muito ruim e precisa ser melhorado? (FRAQUEZAS); Quais pontos (AMEAÇAS) você não pode perder de vista, para que seu negócio não afunde? Se sua empresa souber isso (quase todos), está no caminho de sucesso.

    Fonte: Pt.wikipedia.org

    Fonte: Pt.wikipedia.org

  5. Plano de Ação: Muitas ferramentas podem ser usadas aqui. Escolhi uma que facilita, e muito, sua capacidade de gerenciar os caminhos que percorrerá para combater ameaças ou maximizar seu negócio. 5W2H – termo em inglês que traduzindo para o português, define o que será feito (WHAT), por que será feito (WHY), onde será feito (WHERE), quando será feito (WHEN), por quem será feito (WHO), como será feito (HOW) e quanto custará fazer isso (HOW MUCH).

    Fonte: magaldinlog.com.br

    Fonte: magaldinlog.com.br

  6. Balanced Score Card – BSC: Por fim, o ponto de controle total dos indicadores, o BSC. Com ele sua empresa avalia quatro óticas diferentes de KPI’s (indicadores) o APRENDIZADO de sua equipe, os PROCESSOS INTERNOS, o CLIENTE e as FINANÇAS, de modo que sirva para um novo PE futuro.

    Fonte: deltapartners.ca

    Fonte: deltapartners.ca

 

Gostou? Deixe seus comentários e sugestões abaixo.

Referências: http://editora.fgv.br/ebooks, http://www.estudantesdeadm.com,

fevereiro 22, 2015

A economia no processo de tomada de decisões nas organizações

Para compreender a importância das decisões no gerenciamento organizacional se faz necessário sistematizar práticas estabelecidas no planejamento estratégico e observar os benefícios que elas trazem. O grande desafio enfrentado pelas pequenas e grandes organizações tem sido o processo de tomada de decisões que devem estar estruturadas e estabilizadas para minimizar as incertezas percebidas pelos gestores nesse processo.

A visão contingencial da organização e de sua administração indica que uma organização é um sistema formado de subsistemas e marcado por limites identificáveis em relação ao seu ambiente. Segundo CHIAVENATO o significado da palavra Contingência é visto como algo incerto ou eventual, que pode acontecer ou não.

De forma mais vasta, a teoria da contingência estabelece que não existe uma estrutura organizacional única que seja altamente efetiva para todas as organizações, a mesma varia de acordo com determinados fatores.

Fonte: dtcom.com.br

Fonte: dtcom.com.br

O estudo da tomada de decisões sob incerteza foi incorporado à teoria da economia a partir de 1944 com o livro Theory oGames and Economic Behavior, escritos pelos matemáticos e economistas Oskar Morgenstern e Jonh Von Neumann que fala sobre a teoria matemática dos jogos, baseado na teoria dos jogos de estratégia.

Fonte: press.princeton.edu

Fonte: press.princeton.edu

Diante da inovação dos autores foi possível aplicar a teoria da escolha diante da maximização da utilidade em um cenário de incerteza, ou seja, os resultados possíveis são medidos pela probabilidade da ocorrência de cada um deles.

Para as organizações quando se trata de investimento a decisão econômica é poupar, a ideia é um grande retorno diante de uma pequena alocação de recursos que resulta em maior rentabilidade, e maior rentabilidade garante mais recursos e disponibilidade entre consumo presente e consumo futuro, é importante salientar que quanto maior o investimento maior o risco. Em uma organização os agentes irão buscar ativos com menor volatilidade em seus retornos, ceterisparibus, ou seja, tudo o mais constante.

Fonte: wiredcosmos.com

Fonte: wiredcosmos.com

O risco total dos ativos é dado pela variação de seus retornos, técnicas de administração têm a intenção de auxiliar no conhecimento das estruturas de mercado e economia de escala, a qual pode ser um elemento decisivo para permanência da empresa no ambiente e consequente redução dos riscos.

Diante das estratégias as organizações precisam adequar a sua estrutura aos fatores contingenciais e ao ambiente. A diversificação, adequaçãoe desburocratização na estrutura funcional, demonstra que as contingências mudam em favor do crescimento quando deixam de responder à complexidade das decisões, através de uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas para o alcance eficaz dos objetivos.

fevereiro 21, 2015

Análise de Pareto: Que problemas resolver primeiro?

Imagine que você acaba de ser promovido ou conseguiu um novo emprego. Provavelmente você terá várias questões sob sua responsabilidade; ou, imagine que sua empresa está enfrentando vários problemas. Como saber qual resolver primeiro? Como saber o que é mais urgente? Para priorizar aquilo que é mais importante e mais significativo, a Análise de Pareto pode ser utilizada.

Fonte: docs.fusioncharts.com

Fonte: docs.fusioncharts.com

A Análise de Pareto (ou Gráfico de Pareto) é uma técnica simples para priorizar alternativas através da identificação dos problemas que serão resolvidos ao fazer certa mudança. Assim, pode-se priorizar as mudanças individuais que serão mais benéficas para a situação. Em outras palavras, a técnica resumirá graficamente a importância relativa das diferenças entre os dados.

Quando sua empresa pode se beneficiar desta ferramenta?

  • Quando analisar dados sobre a frequência de problemas ou causas em um processo;
  • Quando existem muitos problemas ou causas e você quer manter o foco nos mais importantes;
  • Quando analisar causas abrangentes utilizando seus componentes específicos;
  • Quando quiser comunicar-se usando os dados graficamente.

A Análise de Pareto utiliza o Princípio de Pareto – também conhecido como “Regra 80/20” – que sugere que 20% das causas geram 80% dos resultados. Quando usamos essa ferramenta, queremos identificar os 20% de trabalho que gerarão 80% dos resultados que seriam gerados se fizéssemos todo o trabalho.

Fonte: cardquali.com

Fonte: cardquali.com

É importante mencionar que os números 80 e 20 são figurativos, quando não ocorre simetria a razão pode se tornar 70/30 ou 87/13, por exemplo. A ideia principal é a de que um número pequeno de causas gera a maior parte do problema.

“Quais são as maiores questões que afetam nosso time ou nosso negócio?”, “Quais 20% de causas são origem de 80% dos problemas?”, “Onde devemos centralizar nossos esforços para atingir o máximo de melhorias? “ Essas e outras perguntas podem ser respondidas pelos dados da sua empresa através do gráfico de Pareto.

 

 

 

 

http://www.mindtools.com/pages/article/newTED_01.htm

http://asq.org/learn-about-quality/cause-analysis-tools/overview/pareto.html

http://www.isixsigma.com/tools-templates/pareto/pareto-chart-bar-chart-histogram-and-pareto-principle-8020-rule/

fevereiro 18, 2015

5S: aumentando a produtividade e reduzindo o desperdício

Você é uma pessoa organizada? Sua mesa de estudos e trabalho está limpa e arrumada? Quanto tempo você passa procurando aquele papel no meio de uma pilha imensa? 

Fonte: hcamag.com

Fonte: hcamag.com

 

Pode não parecer, mas um ambiente de trabalho desorganizado causa desperdícios e afeta a produtividade de um trabalhador. Ter suas ferramentas mais utilizadas à mão e saber onde encontrar as de menor uso, assim como manter apenas as coisas necessárias àquele ambiente são algumas das formas de ser mais organizado, otimizar o trabalho e não desperdiçar tempo.

Esse é o princípio base para o Sistema 5S, que faz parte da filosofia de Produção Enxuta e é usado com o objetivo de reduzir desperdícios, melhorar as eficiências e a produtividade em qualquer ambiente. O resultado imediato da aplicação do 5S é um ambiente de trabalho limpo, seguro e bem organizado.

O 5S é composto de cinco etapas cujos nomes têm origem em palavras japonesas:

  1. Seiri – Utilização: A primeira fase consiste no esforço em eliminar os itens desnecessários da área de trabalho. Um método para se cumprir esta tarefa é conhecido como “etiqueta vermelha”, onde a necessidade de cada item é avaliada de forma que todos os itens não importantes ou que não estão em quantidade certa ou no lugar certo recebem uma tarja vermelha. Depois de classificar todos os itens, os itens que receberam a etiqueta são movidos de forma a serem eliminados, colocados no lugar certo e nas quantidades corretas.
  2. Seiton – Ordem: Nesta fase são criados métodos de armazenamento eficientes e efetivos para que os itens sejam facilmente encontrados e guardados. Nesta fase podem ocorrer pinturas, colocação de etiquetas e placas para indicar as localizações, instalação de armários, etc.

    Fonte: convergencetraining.com

    Fonte: convergencetraining.com

  3. Seiso – Limpeza: Depois de retirar os excessos e organizar os itens remanescentes, é hora de limpar minuciosamente a área. É claro que a limpeza deve ser mantida diariamente, afinal um ambiente limpo pode ajudar trabalhadores a identificar melhor problemas nos equipamentos ou no ambiente de trabalho em geral.
  4. Seiketsu – Padronizar: Após os 3 primeiros passos serem concluídos, na fase 4 as melhores práticas são padronizadas de forma que os 3 pilares sejam mantidos e possam ser abordados de forma consistente, assim qualquer trabalhador saberá quais procedimentos a serem tomados todos os dias. Além disso, nessa fase também é estimulada a prevenção de acumulação de itens e o esforço para evitar que os equipamentos e materiais fiquem sujos.
  5. Shitsuke – Hábito/Disciplina: O último passo do ciclo consiste em transformar as atividades do 5S em hábito, mantendo os procedimentos corretos e adotando os padrões. A implementação é difícil, pois há uma tendência à desorganização, porém isso só mostra ainda mais a necessidade de dar atenção a esta fase. Algumas ferramentas que podem ser utilizadas são: sinais, pôsteres, manuais, revisões de desempenho, etc.

O 5S é um ciclo e, portanto, conduz a uma melhoria contínua. Quando bem implementado, além dos benefícios discutidos acima pode ainda criar boas impressões perante os consumidores e aumentar a eficiência da organização, pois os trabalhadores se sentirão melhores em relação ao local de trabalho e esse conjunto pode incorrer em melhor qualidade e menor lead time.

Fonte: managementpocketbooks.files.wordpress.com

Fonte: managementpocketbooks.files.wordpress.com

Fonte: http://blogdaengenharia.com/

Referências: mindtools.com,isixsigma.com, epa.gov

fevereiro 15, 2015

Sistemas de produção puxados x empurrados: a dinâmica entre consumidor e fornecedor

O tipo de sistema usado para fabricar um produto ou fornecer um serviço refere-se à dinâmica entre o consumidor e a empresa fornecedora: o método utilizado define como os produtos deixam o negócio e chegam aos clientes. A este respeito existem dois sistemas de produção principais, o sistema puxado e o sistema empurrado.

just time

Fonte: bmwcoop.com

 

 

No sistema empurrado (push system) a quantidade a ser produzida é baseada em um plano de produção e as informações fluem da empresa para o mercado, mesmo sentido do fluxo de materiais. Dessa forma o planejamento ocorre antes mesmo de a demanda ocorrer, baseando-se em projeções e no comportamento do mercado, o que pode ser uma vantagem ou desvantagem desse sistema: como as previsões geralmente não são 100% precisas e variam ano a ano, podem sobrar produtos – o que acarreta custos para armazenar e manter os produtos em boas condições; poroutro lado, a empresa estará certa de que produzirá o suficiente para satisfazer a todos os pedidos, o que é uma vantagem.

Fonte: themanufacturer.com

Fonte: themanufacturer.com

O exemplo clássico é o sistema MRP (Materials Requirement Planning), ou Planejamento das Necessidades de Materiais, que controla a programação da produção e pedidos, garantindo que os materiais necessários para a fabricação dos produtos estarão disponíveis quando requisitados.

Já no sistema puxado (pull system) a produção é baseada na demanda e as informações fluem em sentido oposto, saindo da demanda e indo até a empresa. Dessa forma, a quantidade de estoque é minimizada, já que a produção começa a partir do cliente. Porém, este sistema também tem suas desvantagens: pode ocorrer de um fornecedor não poder entregar certo material a tempo, comprometendo assim o cumprimento do pedido e gerando consumidores insatisfeitos.

Aqui, o exemplo mais conhecido é o Just in Time (JIT), que mantém o mínimo de inventário possível, ou seja, só mantém o que é estritamente necessário para o pedido ser realizado. Por consequência, este sistema elimina desperdícios e diminui a necessidade (e os custos) de espaço para estocar produtos.

Fonte: wikipedia.com

Fonte: wikipedia.com

Existe, também, um sistema híbrido que se utiliza de características dos sistemas puxados e empurrados ao mesmo tempo. Uma empresa que se utiliza dessa estratégia é a Dell, que compra os materiais e componentes antecipadamente e os armazena; apesar de sua estratégia de marketing ser “empurrada”, os computadores só são montados após o pedido ser concretizado, então a estratégia de produção neste caso é “puxada”. Para que este sistema funcione corretamente, é necessário ter um sistema de previsão mais acurado possível de forma a minimizar o estoque desnecessário de peças e ao mesmo tempo cuidar para que não haja falta de produtos, o que pode gerar insatisfação e perda de clientes.

 

FOntes: Blog da Engenharia –> http://bde.li/15189

Referências:

world-class-manufacturing.com, smallbusiness.chron.com, factoryphysics.com

fevereiro 10, 2015

Governança no Setor Público

A Constituição Federal no artigo 175 determina que o poder público está incumbido de prestar serviços públicos com devida qualidade, ainda na Constituição, inciso I, § 3º, artigo 37 pode ser verificado os padrões de qualidade obedecendo ao princípio de eficiência e adequação para que esses serviços sejam melhorados, regulados e disciplinados quanto à forma de participação do usuário na administração pública direta e indireta. Para garantir a efetividade da prestação desses serviços é necessário que haja fiscalização nas operações do Estado, ou seja, o controle dos recursos com a fiscalização contábil, financeira, orçamentária e outras, para a produção do melhor resultado possível.

A governança corporativa que trata-se de um conceito relativo ao modo como a administração é dirigida e controlada em função da abordagem econômica e social para nortear a administração pública à realizar a prestação dos serviços de forma adequada, cada instituição pública gerencia recursos para implementar e manter os serviços, nesse caso chamado de poder de governabilidade. Nessa situação pode ocorrer a utilização do poder em favorecimento próprio e detrimento ao interesse público que causa como conhecemos um “conflito de agência” por essa razão deve existir uma limitação no poder do dirigente e conceder governança aos mais interessados na instituição pública, os cidadãos brasileiros.

É possível implementar na administração pública processos organizacionais com o objetivo de fornecer serviços de qualidade, para isso, foram desenvolvidos programas que dimensiona e origina a governança e a gestão, na Gespública (Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização) em 1995 foi criado o QPAP ( Programa de Qualidade e Participação na Administração Pública), que se compromete com a sociedade estabelecendo diálogos estratégicos que efetivamente serão transformados em benefícios para os cidadãos através do maior envolvimento da alta administração e implementado através de políticas públicas.

A governança no setor público federal é norteada por quatro princípios:

Transparência com o objetivo de divulgar e disponibilizar as informações aos cidadãos.

Equidade que demonstra o tratamento igualitário sem privilégios em relação aos outros por causa de interesses espúrios.

Prestação de Contas para evidenciar os resultados alcançados aos interessados, especialmente aos cidadãos.

Responsabilidade Corporativa que compromete a alta administração a manter a sustentabilidade e longevidade, considerando a ordem social e ambiental nos negócios e operações.

A participação e influência dos cidadãos em uma instituição pública pode ser percebida através de algumas práticas de governança que podem ser vistos através de Conselhos, SAC, Ouvidoria e alguns processos de gestão legais para gerir a aplicação dos serviços e recursos reconhecendo o maior valor agregado e redução do risco. Com a gestão do risco os impactos negativos são minimizados através de controles internos e a utilização dos recursos dão melhor retorno a sociedade, ou seja, economicidade e prevenção. A partir disso podem ser definidos indicadores e metas que asseguram a execução e desempenho para produzir o melhor resultado final ao menor custo possível, ao mesmo tempo assegurar a gestão das pessoas atuantes nos órgãos para que sejam mantidas e motivadas as normas como adoção de boas práticas com foco na qualidade da prestação do serviço.

Priscila Brandão.

fevereiro 10, 2015

Análise de causa e efeito – Diagrama Espinha de Peixe

Antes de começar a pensar na solução de um problema complexo, é importante explorar todas as coisas que podem ter causado o mesmo e assim resolvê-lo com maior eficiência. A análise de causa e efeito possui uma técnica útil para este processo, o Diagrama Espinha de Peixe, também conhecido como Diagrama de Ishikawa por causa de seu idealizador, Kaoru Ishikawa, pioneiro em gerência da qualidade.

A técnica, baseada na formação de um diagrama, combina o brainstorming com uma espécie de mapa mental e nos impulsiona a considerar todas as causas possíveis para o problema, em vez de apenas considerar as mais óbvias. Originalmente, esta análise foi desenvolvida como uma ferramenta de qualidade usada por trabalhadores da linha de frente e gerentes para o monitoramento de performance e recolhimento de dados para atividades de melhoria da qualidade; entretanto, ela pode ser usada também para outros fins, por exemplo:

– descobrir a raiz de um problema;

– revelar gargalos em processos;

– identificar onde e por que um processo não está funcionando;

– quando os pensamentos de um time tendem a cair na rotina.

Como usar esta ferramenta?

  1. Identificar o problema

Primeiro, deve-se identificar e escrever o exato problema que está sendo enfrentado. Se precisar, identifique quem está envolvido, qual o problema e como e quando ele ocorre. Então, escreve-se o problema em uma caixa em uma das extremidades de uma folha de papel e traça-se uma linha horizontal a partir dessa caixa.

O exemplo que usaremos será de uma empresa que está enfrentando um problema de peças defeituosas na sua produção. Assim, o primeiro passo é definir o problema:

produto com defeito2. Descobrir os principais fatores envolvidos

Identifique fatores que podem estar envolvidos no problema, como sistemas, equipamentos, materiais, pessoas, etc. Então desenhe uma linha (a partir da linha horizontal) para cada fator e nomeie-a. Alguns gestores utilizam um conjunto de seis classificações conhecido como 6Ms, composto por 6 causas comuns que afetam processos. São elas: método, máquina, medida, material, meio ambiente emão-de-obra.

Continuando com nosso exemplo, separamos as causas principais em quatro categorias:

produto com defeito2

 

 

3. Identificar possíveis causas

Para cada fator considerado no passo 2, descubra possíveis causas do problema que possam estar relacionadas àquele fator. Mostre essas possíveis causas em linhas menores saindo dos “ossos” do diagrama.

Em nosso exemplo, adicionamos “subcausas” para as quatro categorias que escolhemos anteriormente:

produto com defeito3

4.Analise o diagrama

Nesta fase o diagrama já deve conter todas as causas possíveis para o problema em questão. Assim, a equipe fará uma análise das causas, tentando definir as que afetam mais o problema, e em seguida apresentará as soluções propostas.

Referências:

http://www.mindtools.com/pages/article/newTMC_03.htm

http://asq.org/learn-about-quality/cause-analysis-tools/overview/fishbone.html

https://www.boundless.com/users/235420/textbooks/business-fundamentals/operations-management-7/special-topic-total-quality-management-34/tqm-s-seven-basic-elements-177-15480/

http://www.citisystems.com.br/diagrama-de-causa-e-efeito-ishikawa-espinha-peixe/

http://www.blogdaqualidade.com.br/diagrama-de-ishikawa/